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Audio tourROTA 5. Um passeio através das melodias

2 sights

  1. Audio tour Summary
  2. Audio tour Summary

    Através dos chaparros do prado ou dos incontáveis verdes do Parque Natural, ao atravessar qualquer uma das portas abertas a Los Pedroches, parar os motores, parar o ritmo, é dar aos nossos sentidos a oportunidade de assistir ao discurso melódico do Vale. Porque a música das quatro estações habita esta terra. Tem ritmos de oração e celebração, os lânguidos e pouco perceptíveis tons de Verão: o pincel do vento entre as folhas, o tilintar das nascentes, a brisa que balança os rochedos, o canto do grilo e da cotovia. Por outro lado, oferece as vozes agudas do Inverno e da nevasca, açoitando as oliveiras ancestrais e embelezando os seus rios. Entrar no Vale é um convite para regressar às raízes do ser, ao coração da terra, ao estado de nirvana, aos silêncios e sussurros, eternos e novos ao mesmo tempo, do campo e das suas aldeias. Para voltar à primavera sonora, à primeira visão do mundo, àquela luz que cantou para Juana Castro no 41 da Rua do Sol na sua Villanueva nativa. É voltar à infância daquela menina que falou com as árvores
    e ouviu a luz e a geada passar.

    E foi então a luz, quando a luz
    Sobre o traçado. De vidro e frio
    a lima e as palavras. O orvalho
    coagula as azinheiras toda a luz.
    Ouço geada. Ao passar oiço a luz
    transparente e ascendente do frio,
    Janeiro de cristal, meu Setembro
    dourado nas uvas e na sua luz.
    A lima e as palavras.
    À luz do silêncio, distante... (1)

    E para além das praças e do seu povo, as falésias, as planícies, os pomares e os horizontes, olivais milenares anunciam as jotas festivas, os cantos de peregrinos dos eremitérios e o tilintar dos sinos nos campanários. E ao cair da noite, a coruja e o mocho juntam o seu rugido ao uivo dos lobos, em perfeita comunhão e estranha harmonia entre o presente, sempre mutante, e a Natureza inamovível. E junto à água, bandos de garças e gaivotas, patos e pintarroxos juntar-se-ão à paisagem sonora, ao canto da perdiz, à canção da perdiz, ao ruído, ao som, ao canto agudo e prolongado e da exibição violenta do abutre negro. Porque tudo canta no Vale de Juana Castro.

    Este passeio faz parte de um Percurso Emocional com Juana Castro através de Los Pedroches, que pretende mergulhar-nos nas paisagens rurais e sentimentais do paraíso onírico que inspira a prolífica produção literária desta poetisa, académica, colunista, crítica literária e professora de várias gerações de escritores contemporâneos.

    Nascida em Villanueva de Córdoba (Los Pedroches, 1945), Juana Castro foi pioneira na reivindicação do feminino no mundo rural e na história, a partir de uma terra - a sua - em que a devoção, a festividade e a vida quotidiana assumem a forma de mulheres.

    A sua voz, invulgar e romântica, forma um singular inverso poético que nos chega endossado por inúmeros títulos, prémios literários e reconhecimento, desde a sua primeira colecção de poemas Cóncava mujer, (1978) até Antes que el tiempo fuera (2018). Foi distinguida, entre outros, com a Medalha da Andaluzia (2007) ou com o Prémio da Crítica Nacional (2010).

     

    (1) Castro Muñoz, Juana. A Villanueva de Córdoba. 'En Memoria de la luz',1996.

     

    Textos espanhol: Matilde Cabello

    Tradução: Sérgio Sampaio de Carvalho

    Locução: Carlos Flores

    Fotos fornecidas por: 

    ·   Ayuntamiento de Alcaracejos

    ·   Ayuntamiento de Añora

    ·   Ayuntamiento de Belalcázar

    ·   Ayuntamiento de El Viso

    ·   Ayuntamiento de Hinojosa del Duque

    ·   Ayuntamiento de Pedroche

    ·   Ayuntamiento de Pozoblanco

    ·   Ayuntamiento de Villanueva de Córdoba

    ·   Ayuntamiento de Villanueva del Duque

    ·   CIET Los Pedroches

    ·   Mancomunidad de Los Pedroches

    ·   Parque Natural Sierra de Cardeña y Montoro 

    ·   Patronato de Turismo de Córdoba

  3. 1 Paragem 1. As canções de Maio
  4. 2 Paragem 2. A palpitação do Vale
  5. 3 Paragem 3. Os cantos da paixão
  1. Audio tour Summary

    Através dos chaparros do prado ou dos incontáveis verdes do Parque Natural, ao atravessar qualquer uma das portas abertas a Los Pedroches, parar os motores, parar o ritmo, é dar aos nossos sentidos a oportunidade de assistir ao discurso melódico do Vale. Porque a música das quatro estações habita esta terra. Tem ritmos de oração e celebração, os lânguidos e pouco perceptíveis tons de Verão: o pincel do vento entre as folhas, o tilintar das nascentes, a brisa que balança os rochedos, o canto do grilo e da cotovia. Por outro lado, oferece as vozes agudas do Inverno e da nevasca, açoitando as oliveiras ancestrais e embelezando os seus rios. Entrar no Vale é um convite para regressar às raízes do ser, ao coração da terra, ao estado de nirvana, aos silêncios e sussurros, eternos e novos ao mesmo tempo, do campo e das suas aldeias. Para voltar à primavera sonora, à primeira visão do mundo, àquela luz que cantou para Juana Castro no 41 da Rua do Sol na sua Villanueva nativa. É voltar à infância daquela menina que falou com as árvores
    e ouviu a luz e a geada passar.

    E foi então a luz, quando a luz
    Sobre o traçado. De vidro e frio
    a lima e as palavras. O orvalho
    coagula as azinheiras toda a luz.
    Ouço geada. Ao passar oiço a luz
    transparente e ascendente do frio,
    Janeiro de cristal, meu Setembro
    dourado nas uvas e na sua luz.
    A lima e as palavras.
    À luz do silêncio, distante... (1)

    E para além das praças e do seu povo, as falésias, as planícies, os pomares e os horizontes, olivais milenares anunciam as jotas festivas, os cantos de peregrinos dos eremitérios e o tilintar dos sinos nos campanários. E ao cair da noite, a coruja e o mocho juntam o seu rugido ao uivo dos lobos, em perfeita comunhão e estranha harmonia entre o presente, sempre mutante, e a Natureza inamovível. E junto à água, bandos de garças e gaivotas, patos e pintarroxos juntar-se-ão à paisagem sonora, ao canto da perdiz, à canção da perdiz, ao ruído, ao som, ao canto agudo e prolongado e da exibição violenta do abutre negro. Porque tudo canta no Vale de Juana Castro.

    Este passeio faz parte de um Percurso Emocional com Juana Castro através de Los Pedroches, que pretende mergulhar-nos nas paisagens rurais e sentimentais do paraíso onírico que inspira a prolífica produção literária desta poetisa, académica, colunista, crítica literária e professora de várias gerações de escritores contemporâneos.

    Nascida em Villanueva de Córdoba (Los Pedroches, 1945), Juana Castro foi pioneira na reivindicação do feminino no mundo rural e na história, a partir de uma terra - a sua - em que a devoção, a festividade e a vida quotidiana assumem a forma de mulheres.

    A sua voz, invulgar e romântica, forma um singular inverso poético que nos chega endossado por inúmeros títulos, prémios literários e reconhecimento, desde a sua primeira colecção de poemas Cóncava mujer, (1978) até Antes que el tiempo fuera (2018). Foi distinguida, entre outros, com a Medalha da Andaluzia (2007) ou com o Prémio da Crítica Nacional (2010).

     

    (1) Castro Muñoz, Juana. A Villanueva de Córdoba. 'En Memoria de la luz',1996.

     

    Textos espanhol: Matilde Cabello

    Tradução: Sérgio Sampaio de Carvalho

    Locução: Carlos Flores

    Fotos fornecidas por: 

    ·   Ayuntamiento de Alcaracejos

    ·   Ayuntamiento de Añora

    ·   Ayuntamiento de Belalcázar

    ·   Ayuntamiento de El Viso

    ·   Ayuntamiento de Hinojosa del Duque

    ·   Ayuntamiento de Pedroche

    ·   Ayuntamiento de Pozoblanco

    ·   Ayuntamiento de Villanueva de Córdoba

    ·   Ayuntamiento de Villanueva del Duque

    ·   CIET Los Pedroches

    ·   Mancomunidad de Los Pedroches

    ·   Parque Natural Sierra de Cardeña y Montoro 

    ·   Patronato de Turismo de Córdoba

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