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Audio tourROTA 6. Um passeio pelos sabores

2 sights

  1. Audio tour Summary
  2. Audio tour Summary

    As paisagens de todas as portas de Los Pedroches anunciam a sua riqueza cinegética, pecuária e agrícola, latente na sua deliciosa gastronomia. Ao entrarmos nas planícies do nordeste, para além das vedações de granito, das sementeiras ou das terras em pousio, podemos ver alguns restos dos poços mineiros que enriqueceram os romanos, dos moinhos andaluzes que alimentaram a terra e dos oleiros que ainda moldam pequenas bacias de barro, vasos ou jarros, onde se conservaram vegetais secos, pão, azeitonas, vinho em fermentação, queijos em azeite e carnes frias "para o ano". No outro extremo, onde corre o rio Guadamez, as varas de porcos e o gado gozam do privilégio de crescer numa das maiores pastagens do planeta e mais a sul, as terras de Adamuz e Cardeña guardam os melhores tesouros de vida selvagem da Andaluzia. As cozinhas e armários exalam aromas cativantes, o gosto pela boa comida partilhada numa variedade de alimentos e pessoas; a simplicidade da natureza morta de Velázquez e a opulência da Escola Flamenga fundem-se aqui. Porque cozinha e comida são sinónimo de acolhimento e celebração, de melodias e alegria, de reencontro e união. Eles reúnem-se nos dias de abate e nos dias anteriores às celebrações para preparar os doces da frigideira, as "fiambreras" ou os "hornazos" das peregrinações, com a alegria do encontro e da festa aos entes queridos e aos visitantes, talvez porque as mães de Los Pedroches mostram o seu afecto através da comida, como afirmou Juana Castro, (1) e a sua forma de amar é a colher no dia-a-dia das festividades tradicionais.

    Na feira, em Setembro,
    a casa é uma colmeia de cunhadas, primos e sobrinhas,
    tranças louras e azuis,
    lantejoulas
    com o cheiro de café a descer
    das câmaras. A mãe, quase sem uma palavra, estava a dirigir
    o concerto. Todas as noites, à mesa
    da sua mão testemunhámos
    a multiplicação dos pães e dos peixes.
    E nada tão vazio como o seu prato [...].
    E a praça-mercado, com o cesto
    de junco balançado como um cântaro. (2)

    Este passeio faz parte de um Percurso Emocional com Juana Castro através de Los Pedroches, que pretende mergulhar-nos nas paisagens rurais e sentimentais do paraíso onírico que inspira a prolífica produção literária desta poetisa, académica, colunista, crítica literária e professora de várias gerações de escritores contemporâneos.

    Nascida em Villanueva de Córdoba (Los Pedroches, 1945), Juana Castro foi pioneira na reivindicação do feminino no mundo rural e na história, a partir de uma terra - a sua - em que a devoção, a festividade e a vida quotidiana assumem a forma de mulheres.

    A sua voz, invulgar e romântica, forma um singular inverso poético que nos chega endossado por inúmeros títulos, prémios literários e reconhecimento, desde a sua primeira colecção de poemas Cóncava mujer (1978) até Antes que el tiempo fuera (2018). Foi distinguida, entre outros, com a Medalha da Andaluzia (2007) ou com o Prémio da Crítica Nacional (2010).

     

    (1) Castro Muñoz, Juana. Presentación 'Antes que el tiempo fuera'. Feria del libro, Córdoba, 2018.
    (2) Castro Muñoz, Juana. El pan de cada día. En 'Antes que el tiempo fuera', 2018.

     

    Textos espanhol: Matilde Cabello

    Tradução: Sérgio Sampaio de Carvalho

    Locução: Carlos Flores

    Fotos fornecidas por: 

    ·   Ayuntamiento de Alcaracejos

    ·   Ayuntamiento de Añora

    ·   Ayuntamiento de Belalcázar

    ·   Ayuntamiento de El Viso

    ·   Ayuntamiento de Hinojosa del Duque

    ·   Ayuntamiento de Pedroche

    ·   Ayuntamiento de Pozoblanco

    ·   Ayuntamiento de Villanueva de Córdoba

    ·   Ayuntamiento de Villanueva del Duque

    ·   CIET Los Pedroches

    ·   Mancomunidad de Los Pedroches

    ·   Parque Natural Sierra de Cardeña y Montoro 

    ·   Patronato de Turismo de Córdoba

  3. 1 Paragem 1. Museu de Alcaracejos
  4. 2 Paragem 2. Dia da matança em Villanueva de Córdoba
  5. 3 Paragem 3. Cochifrito, chanfaina e cagajones (Pratos da cozinha tradicional)
  1. Audio tour Summary

    As paisagens de todas as portas de Los Pedroches anunciam a sua riqueza cinegética, pecuária e agrícola, latente na sua deliciosa gastronomia. Ao entrarmos nas planícies do nordeste, para além das vedações de granito, das sementeiras ou das terras em pousio, podemos ver alguns restos dos poços mineiros que enriqueceram os romanos, dos moinhos andaluzes que alimentaram a terra e dos oleiros que ainda moldam pequenas bacias de barro, vasos ou jarros, onde se conservaram vegetais secos, pão, azeitonas, vinho em fermentação, queijos em azeite e carnes frias "para o ano". No outro extremo, onde corre o rio Guadamez, as varas de porcos e o gado gozam do privilégio de crescer numa das maiores pastagens do planeta e mais a sul, as terras de Adamuz e Cardeña guardam os melhores tesouros de vida selvagem da Andaluzia. As cozinhas e armários exalam aromas cativantes, o gosto pela boa comida partilhada numa variedade de alimentos e pessoas; a simplicidade da natureza morta de Velázquez e a opulência da Escola Flamenga fundem-se aqui. Porque cozinha e comida são sinónimo de acolhimento e celebração, de melodias e alegria, de reencontro e união. Eles reúnem-se nos dias de abate e nos dias anteriores às celebrações para preparar os doces da frigideira, as "fiambreras" ou os "hornazos" das peregrinações, com a alegria do encontro e da festa aos entes queridos e aos visitantes, talvez porque as mães de Los Pedroches mostram o seu afecto através da comida, como afirmou Juana Castro, (1) e a sua forma de amar é a colher no dia-a-dia das festividades tradicionais.

    Na feira, em Setembro,
    a casa é uma colmeia de cunhadas, primos e sobrinhas,
    tranças louras e azuis,
    lantejoulas
    com o cheiro de café a descer
    das câmaras. A mãe, quase sem uma palavra, estava a dirigir
    o concerto. Todas as noites, à mesa
    da sua mão testemunhámos
    a multiplicação dos pães e dos peixes.
    E nada tão vazio como o seu prato [...].
    E a praça-mercado, com o cesto
    de junco balançado como um cântaro. (2)

    Este passeio faz parte de um Percurso Emocional com Juana Castro através de Los Pedroches, que pretende mergulhar-nos nas paisagens rurais e sentimentais do paraíso onírico que inspira a prolífica produção literária desta poetisa, académica, colunista, crítica literária e professora de várias gerações de escritores contemporâneos.

    Nascida em Villanueva de Córdoba (Los Pedroches, 1945), Juana Castro foi pioneira na reivindicação do feminino no mundo rural e na história, a partir de uma terra - a sua - em que a devoção, a festividade e a vida quotidiana assumem a forma de mulheres.

    A sua voz, invulgar e romântica, forma um singular inverso poético que nos chega endossado por inúmeros títulos, prémios literários e reconhecimento, desde a sua primeira colecção de poemas Cóncava mujer (1978) até Antes que el tiempo fuera (2018). Foi distinguida, entre outros, com a Medalha da Andaluzia (2007) ou com o Prémio da Crítica Nacional (2010).

     

    (1) Castro Muñoz, Juana. Presentación 'Antes que el tiempo fuera'. Feria del libro, Córdoba, 2018.
    (2) Castro Muñoz, Juana. El pan de cada día. En 'Antes que el tiempo fuera', 2018.

     

    Textos espanhol: Matilde Cabello

    Tradução: Sérgio Sampaio de Carvalho

    Locução: Carlos Flores

    Fotos fornecidas por: 

    ·   Ayuntamiento de Alcaracejos

    ·   Ayuntamiento de Añora

    ·   Ayuntamiento de Belalcázar

    ·   Ayuntamiento de El Viso

    ·   Ayuntamiento de Hinojosa del Duque

    ·   Ayuntamiento de Pedroche

    ·   Ayuntamiento de Pozoblanco

    ·   Ayuntamiento de Villanueva de Córdoba

    ·   Ayuntamiento de Villanueva del Duque

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    ·   Mancomunidad de Los Pedroches

    ·   Parque Natural Sierra de Cardeña y Montoro 

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